“Proclamar Jesus Cristo na Ásia hoje”
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“Proclamar Jesus Cristo na Ásia hoje”
Pe. Joshua Alexander Sequeira, EP - 2010/10/15
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Auditório cheio - Mais de 400 participantes, representando a maioria dos movimentos laicais
com presença na Ásia, acompanhavam com vivo interesse as palestras do Congresso

Congresso de leigos católicos da Ásia.

 "Coragem, irmãos! Cristo ressuscitado já conquistou para nós a vitória! O mal não mais tem a palavra final", foi a exortação dos congressistas a todos os católicos da Ásia.

Pe. Joshua Alexander Sequeira, EP
De Seul

Uma auspiciosa e enriquecedora experiência, eis em que consistiu para mim a participação no Congresso de Leigos Católicos da Ásia, realizado em Seul entre 31 de agosto e 5 de setembro. A começar pela primorosa organização do Evento, a cargo do Pontifício Conselho para os Leigos, em estreita colaboração com a Conferência Episcopal Coreana. Considero, sobretudo, animador constatar o empenho e a objetividade com que os mais de 400 participantes refletiram sobre os meios de impulsionar o anúncio do Evangelho nesse continente onde os cristãos constituem uma pequena minoria e veem amiúde sua liberdade religiosa restringida, quando não totalmente negada.

Dom Rylko preside a Missa de abertura

A Missa de abertura dos trabalhos foi celebrada pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanis?aw Ry?ko, na Catedral neogótica de Myeong-dong, local histórico onde nasceu a Igreja Católica na Coreia. Celebrada em inglês, foi intercalada com cânticos coreanos, enquanto as Orações dos Fiéis eram lidas em diferentes línguas asiáticas.

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Missa de Abertura - A Missa Inaugural, celebrada em inglês na Catedral neogótica
de Myeong-dong, foi intercalada com cânticos coreanos, enquanto as Orações dos Fiéis
eram lidas em diferentes línguas asiáticas

Na multidão de fiéis presentes destacavam-se os representantes de movimentos laicais de quase todos os países da região. Concelebraram o Arcebispo de Seul, Cardeal Nicholas Cheong Jin-Suk, o Arcebispo de Ranchi, Índia, Cardeal Telesphore Toppo, o Arcebispo Thomas Menamparampil, representando a Federação das Conferências Episcopais da Ásia, e numerosos Bispos e sacerdotes.

Em sua homilia, o Cardeal Ry?ko ressaltou a natureza fundamentalmente missionária da Igreja e o papel imprescindível dos leigos nessa tarefa. Salientou, ademais, que o fato de o Cristianismo ser minoritário na Ásia não deve constituir empecilho à obra de evangelização, pois o fator principal não é o número, mas o "encontro pessoal com Cristo", é cada cristão ser um alter Christus.

O maior presente que a Igreja pode oferecer aos povos da Ásia

Na sessão inaugural, o Núncio Apostólico Dom Osvaldo Padilla leu uma mensagem de incentivo enviada pelo Papa Bento XVI. Nela, ressalta o Santo Padre que aos católicos do continente asiático, onde vivem dois terços da população mundial, "foi confiada uma grande missão: a de dar testemunho de Jesus Cristo, o Salvador universal da humanidade". Acrescenta ser este "o serviço supremo e o maior presente que a Igreja pode oferecer aos povos da Ásia". Manifesta em seguida sua esperança de que o Congresso sirva de estímulo e orientação aos leigos asiáticos, no exercício de seu "sagrado mandato". Por fim, os estimula a não se deixarem intimidar pelas dificuldades ou pela enormidade da tarefa, confiantes na presença do Espírito Santo que opera nos corações dos indivíduos "abrindo misteriosamente as portas a Cristo".

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Sessão inaugural - O Núncio Apostólico na Coréia, Dom Osvaldo Padilla (direita) deu
início aos trabalhos lendo a mensagem enviada pelo Papa Bento XVI. À esquerda, os
Cardeais Nicholas Cheong Jin-Suk, Stanislaw Rylko e Telesphore
Toppo, bem como o Arcebispo Josef Clemens

Em breves palavras, o Cardeal Cheong Jin-Suk deu as boas-vindas aos presentes. Em seguida, o Cardeal Ry?ko conclamou os congressistas a serem uma "minoria criativa" no vasto continente asiático. E o Ministro coreano da Cultura leu uma mensagem de saudação do Presidente da República, Lee Myung Bak.

Eclesialidade, missão e santidade

As atividades do Congresso - exposições, debates, vídeos, círculos de estudo - transcorreram na ampla e bem equipada sala de conferências do Centro Pastoral de Seul. Foi especialmente alentador, para mim, constatar o vivo interesse com que a assistência acompanhava as palestras sobre os diversos temas de atualidade para os leigos, o que era facilitado por um excelente serviço de tradução simultânea em inglês, italiano e coreano.

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Prof. Guzmán Carriquiry -
O Subsecretário do Pontifício
Conselho para os Leigos
acompanhou com grande
interesse todas as sessões
de trabalho

Em sua conferência A vocação e missão dos leigos à luz da Exortação Apostólica pós-sinodal "Christifideles Laici", Dom Josef Clemens, Secretário do Pontifício Conselho para os Leigos, ressaltou a grande atualidade desse documento que sublinha a identidade particular e a dignidade dos leigos, decorrentes do Batismo, e aponta-lhes a necessidade de tender à santidade, fazendo uma "síntese vital entre a fé e os deveres da vida diária".

Coube ao Subsecretário desse Pontifício Conselho, Prof. Guzmán Carriquiry, apresentar o tema A nova primavera para as Associações de Leigos fiéis. Entre outros pontos, acentuou o conferencista que a resposta da Providência para a secularização generalizada da sociedade hodierna são os novos Movimentos Eclesiais, que "trazem uma confissão serena, cheia de alegria e esperança, de que Jesus é o Senhor".

Foram também muito aplaudidas as palavras do Cardeal Toppo, sobre o tema Jesus Cristo, um dom para a Ásia; as do brilhante professor indiano Guilherme Vaz, que discorreu sobre a Identidade e Missão da Escola Católica; e as do padre
Damasus Uichul Jeong, sacerdote coreano, sobre a Renovação da paróquia.

Despertaram, por fim, vivo interesse as comovedoras intervenções de vários participantes para contar fatos de sua experiência evangelizadora do dia a dia. Alguns testemunhos, como os de certas senhoras coreanas, narravam com despretensão verdadeiras proezas.

Convívio fraterno

"Oh, quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união!" (Sl 132, 1). Veio-me várias vezes à mente esta exclamação do Salmista, ao observar o ambiente de convívio fraterno que caracterizou o Congresso. Durante a Missa cotidiana, por exemplo, era emocionante sentir ao vivo a comunhão de tantas pessoas de culturas e nacionalidades diferentes, todas, entretanto, unidas em Cristo.

Mas essa clave de benquerença fraterna se prolongava ao longo de todo o dia: nas rodas de conversa que se formavam espontaneamente durante os minutos de "tempo livre", nos lanches, nas refeições "à moda coreana". A todo momento e
em todo lugar, era fácil notar a alegria contagiante com a qual sacerdotes, religiosos, leigos de ambos os sexos e de todas as idades, trocavam ideias, transmitiam informações, comunicavam e anotavam endereços.

Um dos atos mais marcantes do Congresso talvez tenha sido a sessão na qual o delegado de cada país expôs a situação da respectiva Igreja local. As pequenas Igrejas do Cazaquistão, da Mongólia e do Turcomenistão, bem como a corajosa Igreja do Paquistão, foram objeto da solidariedade de todos. Os representantes de Igrejas mais populosas - Índia, Filipinas, Sri Lanka, Malásia, Tailândia, etc. - discorreram sobre suas possibilidades, problemas e esperanças para o futuro.

Igualmente bem acolhidos foram os representantes de vários Movimentos eclesiais e Associações laicais, que fizeram uma breve apresentação dos respectivos carismas. Entre eles estavam a Renovação Carismática Católica, Casais para Cristo, Focolares, Legião de Maria, Caminho Neocatecumenal, Sociedade de São Vicente de Paulo e Arautos do Evangelho.

"Sal e luz do continente asiático"

Não sem pesar para os participantes, chegou ao fim o Congresso. A Catedral de Myeong-dong foi de todo insuficiente para conter a multidão de fiéis que se juntaram aos congressistas, na Missa de encerramento celebrada pelo Cardeal Nicholas Cheong Jin-Suk.

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Convívio fraterno - O espírito de comunhão entre pessoas de culturas e nacionalidades
diferentes, especialmente intenso durante a Santa Missa, se prolongava
ao longo de todo o dia

Em sua homilia, o Purpurado conclamou todos os presentes a, confiantes na graça de Deus e sem medo por serem minoria, saírem para "proclamar Jesus na Ásia e elevar-se ao desafio de nossa vocação batismal". Fez notar que o mês de setembro é comemorado na Coreia como o "Mês dos Mártires" e salientou que os grandes progressos recentes da Igreja nesse país muito devem ao testemunho heroico de milhares de leigos coreanos que deram a vida em defesa da Fé. No final da celebração, os Cardeais distribuíram terços bentos pelo Papa, como símbolo de comunhão afetiva e efetiva com o Vigário de Cristo na Terra, fonte de toda eficácia apostólica. Em mensagem dada a público no último dia, os participantes do Congresso manifestaram sua vocação de ser "sal e luz do continente asiático": "Queremos ser protagonistas ativos na vida da Igreja local, em comunhão com nossos Bispos".

Filial missiva ao Papa e mensagem aos leigos da Ásia

Os congressistas enviaram ao Papa Bento XVI uma carta na qual, em termos cheios de filial piedade, agradecem-lhe por sua paternal mensagem de incentivo, por suas orações para o bom êxito do evento e pela solicitude demonstrada por seu "pequeno rebanho".

Enviaram uma mensagem também a todos os leigos da Ásia, reconhecendo seu grande valor, seus esforços evangelizadores, seus sofrimentos e dramas, e encorajando-os a proclamar na Ásia o nome de Jesus. "Coragem, irmãos! Cristo ressuscitado já conquistou para nós a vitória! O mal não mais tem a palavra final" - lê-se na mensagem, que termina invocando a intercessão da Virgem Maria, a Estrela da Nova Evangelização.

(Revista Arautos do Evangelho, Out/2010, n. 106, p. 18 à 21)

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 Ativa participação - Em grande parte, o Congresso esteve reservado para os leigos
narrarem sua experiência evangalizadora e apresentarem os
respectivos movimentos

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shirlei aparecida
  -   18 de outubro de 2010

gostei muito desta pagina ,,aproveito para agradecer sobre o oratorio ,esta fazendo milagres em muitas familias de brasileiros angustiados aqui no japao obrigada **